TRABALHO NA ITALIA - Oportunidade para bons currículos


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De acordo com a última pesquisa mensal de emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que abrange cinco regiões metropolitanas do Brasil (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), a taxa de pessoas na faixa economicamente ativa que estão atualmente desocupadas saltou de 4,7 % (out./2014) para 7,9 % (out./2015). Isso significa que se estou desempregado, outras dois milhões de pessoas estão na mesma situação! Ok... mas concorrer com essas pessoas será difícil? Vejamos: desses dois milhões de pessoas desocupadas, 985 mil se encontram na faixa etária de 25 a 49 anos (geralmente, o auge da formação profissional), e somente 13,9 % delas tem menos de oito anos de estudo ou nenhuma instrução. O páreo pode não ser tão fácil. Todavia se tens um currículo competitivo, que tal levantar o olhar por cima do muro e procurar oportunidades em outros países como a Itália?

A despeito do possuir um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) classificado como Muito Alto, com a 25ª posição no ranking mundial (Brasil, 85ª posição), a Itália ainda se recupera de um legado de atraso com a educação quando comparado com seus demais parceiros de UE (União Europeia). Pode estar aqui a oportunidade de se chegar no país com um bom currículo. Segundo o Relatório sobre bem-estar, equidade e sustentabilidade na Itália de dezembro/2015 (Rapporto sul benessere equo e sostenibile), somente 59,3 % dos italianos na faixa etária entre 25 a 64 anos possuem no mínimo o Nível Médio. Dos que concluíram o ensino médio, somente 49,2 % entraram para a universidade. O funil se estreita ainda mais na saída da faculdade: na faixa de 30 a 34 anos, somente 22,4 % possuem algum título universitário. Os NEET (Not in Education, Employment or Training), mais conhecidos no Brasil como "Nem-Nem" (Nem Estudam. Nem trabalham), representaram 26 % dos jovens de 15 a 29 anos - dado importante para quem lança um olhar no futuro próximo.

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Ainda em relação à instrução mas com foco na diferença entre os gêneros, as italianas estão na dianteira em relação aos homens e essa diferença tem aumentado ao longo do tempo. Foi possível observar que na faixa de 25 a 64 anos, 42,4 % dos homens não tem nem ao menos o Nível Médio contra 39 % das mulheres. Na faixa de 30 a 34 anos, 81,2 % dos homens não alcançaram um título universitário contra 70,9 % das mulheres.

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Apesar do contexto favorável aos brasileiros que estão com a educação acima da média, atualmente não existe um acordo de reciprocidade Brasil-Itália para reconhecimento automático de títulos de estudo. O profissional que quiser fazer uso desses títulos no mercado de trabalho italiano terá antes que passar pelo processo de reconhecimento desses títulos. Todavia, finalizo o artigo com um ótimo dado do Ministério do Trabalho e das Políticas Sociais da Itália (Ministero del Lavoro e delle Politiche Sociali) para aqueles que persistirem até o final: 34,9 % dos estrangeiros graduados que trabalham na Itália conseguem exercer cargos de Direção, Intelectuais e Técnicos de alto nível.

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